Entenda o procedimento

Como é feita a cirurgia de catarata?

Na cirurgia de catarata, o cristalino que perdeu a transparência é removido e substituído por uma lente intraocular. O objetivo é retirar a opacidade que prejudica a passagem da luz e implantar uma lente planejada para aquele olho.

Embora exista uma sequência geral, anestesia, técnica, lente e cuidados são definidos individualmente. Outras condições da córnea, retina, nervo óptico ou pressão intraocular podem modificar o planejamento e a expectativa de visão.

O que acontece antes da cirurgia?

A avaliação procura confirmar quanto da dificuldade visual é explicado pela catarata e examinar a saúde do olho. Quando há indicação cirúrgica, medidas como biometria e ceratometria ajudam a calcular a potência da lente intraocular.

O cirurgião também considera doenças oculares, cirurgias anteriores, medicamentos, condições gerais de saúde, rotina e objetivos visuais. As orientações sobre jejum, uso de colírios e medicamentos variam conforme a anestesia e o protocolo do serviço; por isso, devem ser seguidas exatamente como fornecidas pela equipe responsável.

Como funciona a anestesia?

A cirurgia geralmente é realizada com anestesia local, que pode ser feita com colírios ou outras técnicas definidas pela equipe. O paciente geralmente permanece acordado e pode perceber luzes, cores ou movimentos, sem acompanhar os detalhes da operação.

Sedação pode ser utilizada em alguns casos. Anestesia geral é reservada para situações específicas. A escolha depende das condições clínicas, da capacidade de permanecer imóvel, do nível de ansiedade e da avaliação da equipe.

Quais são as principais etapas?

De forma simplificada, a cirurgia segue estas etapas:

  1. dilatação da pupila, limpeza e preparação do campo cirúrgico; 2. anestesia e posicionamento do paciente; 3. pequenas incisões para acessar o cristalino; 4. abertura controlada da cápsula anterior do cristalino; 5. fragmentação e aspiração do conteúdo do cristalino opaco; 6. implantação da lente intraocular dentro da cápsula preservada; 7. verificação final das incisões, da lente e das condições do olho.

A facoemulsificação é uma técnica frequente: utiliza energia de ultrassom para fragmentar o cristalino, permitindo sua remoção por pequenas incisões. Existem variações técnicas, e olhos com cataratas ou condições associadas diferentes podem exigir adaptações.

A cirurgia de catarata é feita com laser?

Na facoemulsificação convencional, a fragmentação principal do cristalino é feita com ultrassom, não com o mesmo laser usado em procedimentos como a capsulotomia com YAG laser.

Há tecnologias de laser que podem auxiliar algumas etapas da cirurgia em contextos selecionados, mas isso não significa que sejam necessárias ou superiores para todas as pessoas. A técnica deve ser discutida pelo benefício esperado para o caso, sem depender apenas do nome da tecnologia.

Onde fica a lente intraocular?

Sempre que as condições permitem, a lente é implantada dentro da cápsula que sustentava o cristalino natural. Ela permanece no olho e não precisa de limpeza rotineira.

A escolha da lente envolve medidas do olho, astigmatismo, saúde da córnea e da retina, presença de glaucoma, hábitos e distância visual que se deseja priorizar. Nenhuma lente garante independência total de óculos.

Precisa levar pontos?

As incisões atuais costumam ser pequenas e muitas vezes não exigem pontos, mas o cirurgião pode utilizá-los quando considerar necessário. Essa decisão depende da técnica e das condições observadas durante o procedimento.

A pessoa vai para casa no mesmo dia?

Em muitos casos, a cirurgia é ambulatorial e a pessoa recebe alta no mesmo dia após observação e orientações. É necessário organizar acompanhante e transporte conforme as regras do serviço, porque o paciente não deve dirigir logo após o procedimento.

O tempo total no local costuma ser maior do que o tempo da cirurgia, pois inclui preparo, dilatação, anestesia, recuperação e alta.

O que acontece logo depois?

A equipe orienta o uso de colírios, proteção do olho, revisões e atividades permitidas. Essas recomendações variam e devem seguir o protocolo do cirurgião.

Alguma oscilação visual inicial pode ocorrer, mas dor importante, piora da visão, vermelhidão crescente ou sintomas novos precisam de avaliação sem demora. Esta página explica o procedimento; instruções práticas e evolução visual estão detalhadas nas páginas específicas de cuidados e recuperação.

Perguntas frequentes

A cirurgia dói?

A anestesia é usada para evitar dor durante o procedimento. Algumas pessoas podem perceber pressão, água, luzes ou movimentos. Dor importante deve ser comunicada à equipe.

Vou ver a cirurgia acontecendo?

O paciente pode perceber claridade, cores, sombras ou movimento, mas geralmente não vê os detalhes do que está sendo feito.

A catarata é retirada inteira?

Na técnica mais utilizada, o conteúdo opaco do cristalino é fragmentado e removido, enquanto parte da cápsula é preservada para sustentar a lente intraocular. A estratégia pode mudar quando existem particularidades do olho.

A lente pode ser trocada depois?

A lente é planejada para permanecer no olho. Troca ou reposicionamento podem ser necessários em situações específicas, mas não fazem parte da rotina esperada. Por isso, medidas, objetivos e limitações devem ser discutidos antes da cirurgia.

Os dois olhos são operados juntos?

Frequentemente os olhos são operados em momentos separados. Em situações selecionadas, pode ser considerada cirurgia bilateral no mesmo dia, de acordo com protocolos específicos e avaliação individual.

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Dr. Guilherme Fantozzi — Oftalmologista CRM-RJ 52.66852-4 | RQE 61703

Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e os cuidados dependem de avaliação médica individual.